Programa Mais Médicos: Saúde em transformação

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O mês de abril foi especialmente bom para a Saúde de Ponta Grossa e do Paraná. No dia 14, estive em Curitiba, presente à solenidade de recepção de 297 profissionais do Programa Mais Médicos que vieram para atender a população paranaense. Com isso, já são 772 médicos que o programa trouxe ao Estado, beneficiando 2,6 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população.

Naquela oportunidade, Ponta Grossa recebeu 19 médicos, que se juntaram aos seis que já estavam trabalhando na cidade. Além disso, no final da semana passada, chegaram outros 35 médicos para a cidade, totalizando 60 profissionais, um recorde para o interior do Paraná.

Para outros municípios dos Campos Gerais, chegaram 25 novos profissionais distribuídos entre Ortigueira, Piraí do Sul, Telêmaco Borba, Arapoti, Sengés, Carambeí, Castro, Jaguariaíva e Palmeira.

Antes, porém, de relatar outros números do programa, que são impressionantes, é preciso ressaltar seu caráter. O “Mais Médicos” rompe uma barreira perversa que sempre impediu que a população pobre, a mais numerosa, recebesse a devida atenção no tocante à saúde. A medicina de vanguarda, corporativista, do enriquecimento, dos exames caríssimos, cede agora a vez à saúde pública como política de estado. O estado passa a direcionar os serviços de saúde para onde eles são mais necessários: as regiões mais carentes, os municípios mais pobres, as periferias das grandes cidades, as áreas indígenas.

O “Mais Médicos” mostrou que era mito a informação de que no Brasil havia médicos suficientes e de que o problema era a falta de condições de trabalho. É evidente que a desatenção com que a saúde pública sempre foi tratada no Brasil produziu resultados nefastos, como a má conservação de hospitais, a falta de postos de atendimento, falta de equipamentos. Isso, porém, não serve para esconder o fato de que o número de médicos no Brasil sempre foi, e continua sendo, muito insuficiente.

Temos, ainda hoje, cerca de dois médicos para cada mil habitantes. Se levarmos em conta que Rio de Janeiro e Distrito Federal têm mais de três médicos por mil habitantes e alguns outros estados também superam a média nacional, chegamos à conclusão de que a grande maioria das unidades da Federação dispõe de menos de 1,5 médico por mil habitantes.

Pior ainda: esse parco contingente de médicos distribui-se muito irregularmente pelos estados. É notória a dificuldade de se conseguir médicos para atuar nas regiões mais necessitadas. Em alguns casos, o corporativismo chega ao ponto de resistir à criação de novos cursos de Medicina.

O “Mais Médicos” rompe com isso. Os profissionais, na maioria de outros países (porque os brasileiros não preencheram as vagas oferecidas), estão sendo encaminhados para onde são mais necessários. Cem por cento das vagas solicitadas pelos municípios que aderiram ao programa foram atendidas. São 13.235 profissionais atuando no programa. Com o devido respeito à atenção básica, com tratamento humanizado, com carinho pelas pessoas.

Além disso, serão abertas 11,5 mil novas vagas em cursos de Medicina até 2017, além de 12,4 mil vagas de residência para formação de especialistas. O Paraná vai ganhar faculdades de Medicina em Pato Branco, Campo Mourão, Guarapuava e Umuarama. Dos atuais 374 mil médicos, o Brasil passará a contar com 600 mil em 2027.

Não é por acaso que o Programa Mais Médicos, que tinha em julho do ano passado aprovação de 49% da população, passa já em novembro a ser apoiado por 84% dos brasileiros. É um notável sucesso e, por isso, merece o apoio que tem.

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