Ato inter-religioso pede Justiça

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O Ato inter-religioso realizado na noite da última terça-feira, 9, em Curitiba reuniu lideranças de várias matizes espirituais e foi um momento de oração pela liberdade, pela democracia e por Justiça.

Durante a cerimônia inter-religiosa no início da noite dessa terça, valores cristãos como igualdade e a justiça do Orixá Xangô foram evocados na defesa da democracia e da liberdade de expressão, como disse a Mãe Macota Celinha.

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“O Brasil que queremos não é o Brasil da Casa Grande de Sérgio Moro. Queremos a Justiça de Xangô, que nossos direitos sejam devolvidos. Somos um país racista e essa reforma, proposta por essa elite golpista, vai nos levar de volta para a escravidão”, criticou.
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Para Mãe Cris de Oxum, primeira a falar na Praça Tiradentes, os que são alvos de perseguição não podem se omitir diante de outros perseguidos.

“Vivemos um período de profundo retrocesso. Nós de religiões de matriz africana, não podemos nos ausentar neste momento. Vemos nossos terreiros sendo incendiados e atacados e precisamos de justiça. Que todos os injustiçados alcancem a Justiça”, falou.

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Para o pastor Ariovaldo Ramos, todo o país está diante de um assalto que não pode passar em branco. “Estão nos roubado o descanso e a velhice, estão nos roubando a escola e a universidade, estão roubando de nós o direito a saber. Cristo, nos dê forças para crer que a Justiça correta como um rio que nunca seca, como disse o profeta”.

Representante da comunidade mulçumana, Osmar Baraf, ressaltou que a luta por direitos é global. “Todas as religiões pregam o amor e a fraternidade. Salam, na língua árabe significa ‘paz’ e é isso que desejamos aos menos favorecidos de nosso país. Solidariedade é um valor que precisamos falar, precisamos nos unir e não incorrermos no erro do preconceito, que atinge muçulmanos e outras minorias. O que acontece no Brasil hoje, acontece no mundo, é uma luta por direitos.”

“Amor e compaixão deve ser igual para todos. Temos que curar nossas aflições ligadas à dores e medos. Somos únicos nessa noite”, apontou a presidente do Centro de Estudos Budistas Bodisatva, Bernadete Brandão.

Para o Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba, Dom Naudal, o momento é de todos se levantarem contra a violência do Estado para além das orações.

“Trazemos aqui a nossa palavra, nos somando aos irmãos e irmãs, demais cristãos e religiões para que em oração nos reunamos com Deus. Mas oração sem ação é espiritualidade vazia, Deus se mobilizou e se movimentou, assim devemos fazer. Esse Deus de amor nos convoca hoje a orarmos juntos e estarmos juntos. Nossa igreja se coloca contra a violência do Estado e pela preservação dos direitos da classe trabalhadora”, defendeu.

Com informações da CUT

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