SAÚDE – IFPR pode ter cursos de Práticas Integrativas e Complementares

Reunião entre professores do IFPR com o deputado Péricles e profissionais de práticas integrativas de saúde. IFPR poderá oferecer cursos nessa área

 

Um grupo de trabalho está sendo criado no Instituto Federal do Paraná para estudar a possibilidade de implantação de cursos para formação de profissionais da saúde, especificamente em Práticas Integrativas e Complementares (PICs).

“O reitor Odacir Antonio Zanatta está muito sensível à possiblidade de implantação de cursos das chamadas Práticas Integrativas de Saúde e deve constituir um grupo de estudo para avaliar o assunto”, relata o deputado estadual Péricles de Holleben Mello, que juntamente com representantes de federações e associações de profissionais ligados a esse setor se reuniu com professores do IFPR na semana passada.

Segundo o assessor parlamentar, Roberto Mistrorigo, os cursos oferecidos pelo IFPR poderiam se assemelhar aos que são ministrados na Faculdade Espírita. “O MEC já reconhece o curso de Naturoterapia, uma experiência de sucesso. Mas outras modalidades podem também ser adaptadas para cursos técnicos e até graduações, como massoterapia, acupuntura, ioga, auriculoterapia, entre outros”, afirma.

Para o deputado Péricles, além de formar profissionais nessa área, o IFPR também poderá conferir formalização do conhecimento adquirido por outras vias que não a acadêmica. “O Instituto já formaliza conhecimento em algumas áreas, atualizando e solidificando a formação de profissionais, dando uma base teórica que se alia à prática cotidiana do trabalho dessas pessoas. Com as práticas integrativas, isso também poderia ser feito”, diz o parlamentar.

No Paraná, as Práticas Integrativas e Complementares estão disponíveis no Sistema Único de Saúde em 165 municípios. No estado, as práticas de medicina tradicional chinesa, terapia comunitária, dança circular, ioga, massagem, auriculoterapia, massoterapia, arteterapia, meditação, acupuntura, tratamento osteopático e reiki são as práticas oferecidas na Atenção Básica para o tratamento de usuários do SUS.

Essas práticas são alguns dos tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para tratar e prevenir diversas doenças, como depressão e hipertensão. Em 2017, foram registrados mais de 37 mil atendimentos individuais no estado.

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