UEPG discute retrocessos na Educação Superior

Deputado Péricles fala no evento promovido pela comunidade universitária da UEPG para avaliar governo estadual

A comunidade universitária da UEPG promoveu na noite de terça-feira (03) o painel “Desmonte das Universidades Públicas do Paraná: retrato dos últimos 7 anos e 93 dias”, no Grande Auditório do Campus Central. A atividade marcou o Dia Estadual de Mobilização contra os ataques do governo Beto Richa (PSDB) às Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná.

????????????????????????????????????O deputado Péricles de Holleben Mello foi convidado para fazer parte do painel de avaliação como representante da Frente em Defesa das Universidades Públicas do Paraná da Assembleia Legislativa. Na oportunidade, Péricles destacou a importância do tripé ensino / pesquisa / extensão, papel fundamental da Universidade que foi duramente atacado durante o governo Richa.

“O governo Richa atacou o Tide (Tempo Integral de Dedicação Exclusiva dos professores) porque com pesquisa e extensão a universidade dialoga com a comunidade e revela o seu verdadeiro caráter. O serviço público é o centro da resistência ao sistema, principalmente no setor da educação. Solapando o Tide, o governo derruba a pesquisa e a extensão e o vínculo da universidade com a população”, disse o deputado.

Além de Péricles, a mesa foi composta pela presidente do Sinduepg, professora dra. Rosangela Maria Petuba; o presidente do Sintespo, Emerson José Barbosa e o representante da Setorial de Ensino Pesquisa e Extensão do DCE, Carlos Picanço (estudante do 4º ano do curso de Direito).

????????????????????????????????????A presidenta do Sinduepg apontou que todo esse cenário de desmonte é, na verdade, um ataque a toda a população paranaense. “A UEPG, assim como as demais universidades públicas do estado, são patrimônio fundamental para o crescimento e desenvolvimento econômico do Paraná. Estamos entre as mais renomadas instituições de ensino superior, com destaque internacional para os nossos estudantes e professores que desenvolvem pesquisa. E a extensão garante muitas vezes serviços públicos que as demais instâncias do estado não dão conta”, conclui Rosangela Petuba.

????????????????????????????????????Já o presidente do Sintespo, Emerson Barbosa, salientou as ações do governo contra os sindicatos. “Para além das questões salariais relativas ao serviço público, o governo Richa persegue os sindicatos impondo custos e retirando direitos das lideranças que são liberadas para atuar junto à base. Com isso pretende retirar a força dos trabalhadores e dividir a categoria”.

????????????????????????????????????O estudante Carlos Picanço Wambier (DCE) avaliou que eventos como o painel são importantes para informar a comunidade, universitária e externa, dos violentos ataques e do sucateamento que as universidades viveram durante o governo Richa, como no exemplo da questão do META 4. “Nossa missão, com isso, também é unificar e não parar de lutar pela defesa do Ensino público gratuito e de qualidade cada vez mais inclusivo”, concluiu.

A síntese do painel é que o desmonte se revela em defasagem salarial, não cumprimento de leis e acordos pós-greves, não cumprimento de leis que definem o número de servidores e professores para a UEPG, corte nas verbas de custeio, descaso com a permanência estudantil (casa do estudante e restaurante universitário, falta de segurança no campus, entre outras situações).

????????????????????????????????????O professor Dr. Gilson Burigo, que fez as apresentações também ressaltou o dia 29 de abril como emblemático desse governo: “da mesma forma truculenta que fomos massacrados moral e fisicamente na Praça Nossa Senhora de Salete, no dia 29 de abril, continuamos durante esses últimos três anos sofrendo na pele o ataque sistemático à carreira docente, aos nossos salários, aos direitos trabalhistas, com o sucateamento das universidades e o rombo nas contas públicas. Não foi diferente com o patrimônio dos fundos de aposentadoria dos servidores estaduais que, segundo estimativas, foram reduzidos em aproximadamente R$ 3,8 bilhões”, avaliou Gilson.

???????????????????????????????????? ????????????????????????????????????No início do evento uma intervenção relembrou o Massacre do dia 29 de abril de 2015 – quando servidores, professores e estudantes foram atacados durante manifestação em frente ao Palácio do Planalto e o governo reprimiu o ato com forte aparato policial, com bombas de efeito moral e balas de borracha. O massacre resultou em mais 200 pessoas feridas.

O evento foi organizado pela Seção Sindical dos Docentes da UEPG – Sinduepg, Sindicato dos Técnicos e Professores da UEPG – Sintespo e Diretório Central dos Estudantes – DCE e faz parte de uma agenda conjunta com diversas entidades sindicais e estudantis de todo o Estado.

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